Dois de novembro, um dia de emoções e sentimentos demonstrados de formas diferentes! Uns choram com saudade da perda, outros meditam em silêncio, outros oram em família, outros ainda perambulam por entre os túmulos e, como que perdidos, buscam quem não existe, mas um sentimento toma conta de todos: a lembrança dos que já partiram.
Será saudade? Tristeza? Decepção? Revolta? Não tenho ideia do que se passa no interior de cada um dos que vi no dia dedicado aos mortos, especialmente, no cemitério.
Foi um dia de reflexão. Um dia de escuta interior e de questionamento e interrogações. Para onde vou? Que faço de minha vida? Quais os meus valores? O que levo e o que deixo para trás?
Foi, na verdade, para mim, um dia de fé, de reafirmar a confiança na palavra de Deus que nos garante que os mortos não ficam debaixo da terra, pois o ser humano é maior que a terra, mesmo que seja terra, não cabe debaixo da terra...
Sim, dia de renovar a fé e a confiança na vida além da morte, pois, mesmo que não tenhamos nenhuma prova, temos, sim, razões para crer que somos eternos e imortais.
Sei que num mundo em que muitos vivem de provas, que pedem provas praticamente para tudo, não é simples afirmar que cremos na ressurreição, porém, temos motivos suficientes para acreditar, não porque nós queremos, mas porque assim aprendemos do mestre Jesus que, ao morrer por nós e ressuscitar nos dá motivos para crermos que somos muito mais que apenas matéria.
Hoje, ao recordar meus pais e tantos amigos queridos que já partiram, não posso imaginá-los pó, cinza, nada... Ao me lembrar deles, de suas fisionomias, ao recordar seus atos, seus exemplos de vida e, sobretudo, sua amizade prefiro (afirmar) acreditar que eles vivem e amam a partir de outro horizonte.
Hoje junto com milhões de irmãos que, assim como eu acreditam, repito: creio na ressurreição dos mortos, creio na vida eterna!