Há uma frase que em certos encontros usamos com freqüência que diz: “o mundo não é mau porque os maus são maus, mas porque os bons não são melhores”.
Realmente chegamos a um estágio e complexidade da vida, frente às exigências do mundo, que não basta mais ser bom como em outros tempos. É necessário que sejamos mais do que bons, precisamos ser cada dia melhores naquilo que fazemos ou no que somos, pois os desafios no complexo da vida familiar, na trama das relações econômicas, na intricada vida política, no vasto e desafiador campo da educação, na diversidade e multiplicidade das profissões, na pluralidade das relações humanas, na diversidade de crenças e credos religiosos exigem de nós mais preparo, mais capacitação, mais esforço, mais sensibilidade.
Com o decorrer do tempo, os problemas se agravaram, o mal se sofisticou, qualificou-se e chegou a se tornar refinado. Vejam, por exemplo, as doenças. Há algumas delas que chegaram a tal ponto que não basta um tratamento simples, convencional, é necessário um tratamento intensivo, de choque e até de longo prazo, com os melhores e mais eficientes meios.
Precisamos, sim, ser melhores, mas aí surge a grande pergunta: como ser melhor? Será possível?
Com certeza é possível! E o caminho, sem dúvida, como já me referi, é a capacitação, o aperfeiçoamento e sobretudo a atualização. Para sermos melhores, faz-se necessário colocar paixão e entusiasmo no que fazemos e cremos, precisamos colocar qualidade, competência e muito mais, colocar o rosto, a presença, sair do anonimato, passar para a linha de frente, buscar, ir além e não ficar esperando para que as coisas aconteçam.
Para sermos melhores, necessitamos assumir nosso papel e parar, por exemplo, de delegar às escolas a educação dos filhos; ao governo o papel de criar a consciência de cidadania; às Igrejas a tarefa de transmitir a fé; enfim, delegar aos outros aquilo que é da nossa competência e responsabilidade.
Volto ao início de minha conversa: Hoje, se quisermos um mundo melhor, mais justo, mais humano, com menos violência, com mais respeito, precisamos buscar, por todos os meios, não só sermos somente bons, mas precisamos trabalhar para sermos cada vez melhores.