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Artigos do Pe. XIKO
Sou um Privilegiado
Autor: Pe. Xiko
15 de Fevereiro de 2010

Considero-me um privilegiado por ter chegado aos setenta anos com saúde e disposição,  cercado de amigos que considero meus familiares. Aliás, sou privilegiado por ter três famílias decisivas em minha história de vida.

A minha primeira família, a natural, a de sangue, é especial para mim. Com ela vivi e convivi  apenas 12 anos, pois foi com essa idade que fui para o  Seminário, porém foi tempo suficiente para ter sido influenciado decisiva e determinantemente  por valores humanos, éticos e morais, que guardo com carinho e respeito até hoje, uma vez que nossa convivência foi intensa. Sou profundamente grato aos meus pais, já gozando da eternidade, aos meus irmãos e familiares que sempre foram presenças amigas e confiáveis em minha vida.

Os  palotinos são a minha segunda família. Com eles vivo e convivo há 58 anos. Foram eles que me ajudaram a completar e aperfeiçoar meu caráter; deles recebi formação sólida e segura. Eles sempre me acolheram muito bem, valorizam-me e me estimulam a crescer até hoje. À família palotina, minha profunda gratidão e reconhecimento pelo muito que me ofereceram;  aos meus coirmãos, padres e irmãos, meus agradecimentos pelo apoio, pela compreensão e ajuda. Sei que, dentro de minha simplicidade e possibilidades, também me doei com amor e dedicação para engrandecer a obra de São Vicente Pallotti: criar a consciência de que todos são evangelizadores.

Minha terceira família é o povo de Deus. As comunidades onde trabalhei, que foram para mim verdadeiras famílias. Elas me adotaram e eu as assumi com paixão: Faxinal do Soturno, Camobi e Santa Maria, em especial, a Paróquia Nossa Senhora das Dores. Sinto-me privilegiado em poder trabalhar em Santa Maria, minha cidade, minha terra, que me abriu as portas para que exercesse meu apostolado, minha missão.

Confesso que me sinto muito amado por esta cidade a quem agradeço e exalto. Chego aos quarenta anos de sacerdócio com a consciência de ter contribuído para que a vida e a  mensagem de Jesus fossem mais conhecidas, mas não me falta a consciência de minha limitação, de minhas falhas e fraquezas; sei que tenho, ainda, muito a fazer e a melhorar.

        Sou privilegiado também pelos amigos, (e que amigos que a vida foi me dando de brinde!) Com certeza, nestes setenta anos, a maior riqueza, depois da graça de Deus, são os amigos que fazem parte de minha história.

Setenta anos de entrega ao trabalho, de doação à comunidade, vividos e sustentados pelo amor carinhoso de Deus, regados pela sua misericórdia, enriquecidos pelas amizades, testados pelos desafios, mas recheados de muitas alegrias e conquistas.

Por isso hoje é dia de agradecer as graças e os gestos de carinho e o faço com muita emoção. Agradeço a todas as pessoas que fizeram parte desta história com palavras, mensagens, gestos, presença, oração, trabalho ou qualquer outra forma; agradeço  às inúmeras Instituições que me abriram as portas para que eu exercesse minha vocação; aos que estiveram mais próximos de mim, convivendo e partilhando as alegrias e esperanças. Agradeço ao Conselho Paroquial da Paróquia Dores, à FAMÍLIA da Paróquia Dores, a todos os ministérios e equipes de trabalho que me ajudam a caminhar e que me brindaram com tão bela festa. Agradeço aos meus irmãos e demais familiares que vieram festejar comigo esta data, à Comunidade Palotina, ao Movimento de Cursilho,  ADCE, Fundae, à Imprensa e a todos vocês, amigos. Recebam todos, vocês, os mais calorosos agradecimentos.