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Artigos do Pe. XIKO
Sinais dos tempos
Autor: Pe. Xiko
14 de Janeiro de 2010

Nestes últimos tempos, temos sido surpreendidos por tantas calamidades seqüenciais, em nosso país e no mundo inteiro, a ponto de nos abalar e até de nos questionarmos sobre o porquê de tudo isso. É excesso de águas, são enchentes, nevascas, abalos sísmicos, deslizamentos, desabamento de morros, casas e pontes.  Catástrofes!

Sabemos que esses fenômenos arrasadores sempre aconteceram. Porém, hoje em dia, são mais sentidos e vividos porque os meios de comunicação nos mostram em tempo real,  ao vivo e a cores, fazendo com que eles sejam mais presentes e chocantes.

Diante de tais acontecimentos podemos ter as mais variadas atitudes e reações. Podemos simplesmente nos comover por alguns instantes, podemos afirmar que fatos desta natureza sempre existiram, ou que fazem parte da natureza, podemos dizer que isso é culpa do ser humano, de sua indevida interferência na natureza, e alguns chegam a dizer até que seja castigo de Deus, quando não, vingança de Deus pelos pecados dos homens e, assim, ir buscando mil justificativas.

Creio que boa parte dessas afirmativas, como fenômenos cíclicos da natureza, agressão do ser humano à natureza, possam ser verdadeiros, mas, atribuir a castigo de Deus  não é atitude de cristão.

Esses fatos servem, sim, de alerta.  É necessário ir um pouco mais longe e nos perguntar que sinais são esses?  Não seriam sinais dos tempos? Sinais que revelam a pequenez do ser humano, a sua impotência diante de muitas coisas? Não poderíamos concluir que precisamos  ser humildes, pois não temos o domínio da natureza e nem dos fenômenos que dela emanam e nos surpreendem?

Certamente seria muito bom nos perguntar o que há por traz de tudo isso? Deveríamos tomar como um alerta, como uma fala de Deus e não como castigo de Deus, pois se isso fosse verdade, Ele  estaria castigando justamente os mais desprotegidos, os mais necessitados, pois são os mais atingidos nestas circunstâncias. Por isso prefiro tomar como alerta.

De minha parte, gostaria de que cada um de nós fosse além do fenomenológico, do acontecimento e nos aprofundássemos na busca do porquê  de tudo isso. Que leitura tudo isso nos permite fazer?

 Pensemos nisso!