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Artigos do Pe. XIKO
Sentimentos de fim de ano
Autor: Pe. Xiko
02 de Janeiro de 2010

Temos a sensação de que o ano voou. Parece que fechamos os olhos por instantes e, ao abri-los, deparamo-nos com a chegada de mais um fim de ano. Parece que nem  sentimos o ano passar!

Apesar de tudo, olhando para traz,  damo-nos conta de que, embora tenha passado rápido e não tenhamos feito tudo o que desejávamos, conseguimos realizar muitas coisas, e, sobretudo, conseguimos viver muitos momentos especiais.

Algumas vezes fomos surpreendidos com acontecimentos não esperados, outras vezes fomos desafiados a enfrentar dificuldades que não estavam nos nossos planos. Por isso, a cada final de ano, precisamos avaliar nosso desempenho.

Somos convidados a uma revisão de vida, a um novo posicionamento, ou até redimensionamento de nossas atitudes e caminhos, afinal, vira-se  mais uma página de nossa história.

Dentro desta necessária avaliação, surgem três fortes e indispensáveis sentimentos: o de gratidão, de humildade e de esperança.

Primeiramente, não podemos deixar de viver um profundo sentimento de gratidão, de reconhecimento por tantas coisas boas, pelas inúmeras oportunidades que tivemos de crescimento, por incontáveis gestos e (quantos gestos!) de amizade, de carinho, de solidariedade.

Somos impelidos a gritar de gratidão pela vida, dom inestimável que ganhamos e devemos conservar. Somos obrigados a bendizer, particularmente, por aquelas pessoas que fizeram a diferença em todos os momentos - nossos amigos,  tesouros  indispensáveis - que tornaram nossa vida mais rica e mais preciosa. Gratidão particular por aquelas pessoas que estiveram mais perto de nós no dia-a-dia, muitas vezes oferecendo-nos o seu ombro amigo.

E o reconhecimento mais profundo e inigualável  ao Pai da Vida, ao Senhor dos tempos, que, mesmo no silêncio do passar dos dias, ou no tumulto dos acontecimentos, jamais esteve ausente.

O segundo sentimento que nasce, ao olhar para traz, e, considerando que 2009 não volta mais, é o de humildade e de pedido de desculpas e de perdão por não ter vivido com mais  intensidade, com mais amor e profundidade os dias e os meses   que não retornarão, as oportunidades que não mais  nos  serão oferecidas.

Sim, sentimos necessidade de pedir perdão pelas falhas, pelas palavras inadequadas, sobretudo, por não termos podido ser mais presença amiga e solidária para aquelas pessoas que necessitavam de nós.

Mas, sabemos que o amor que nutrimos é capaz de nos regenerar e nos dispor a refazer muito do que não fizemos.

O terceiro sentimento, não menos nobre que os outros dois, nem menos importante, é o de esperança. Sim, digo de esperança,  porque ela é o sentimento motor que nos impulsiona, que nos motiva e nos possibilita, agora,  olhar para a frente  e sentir o desejo de fazer, do ano de 2010, um ano de realizações, amizades, transformações. E, de maneira particular, espero que seja um ano de muita paz e de muita luta contra todo  tipo de  violência, de discriminação, de ódio, de poluição e de  desrespeito à natureza.

Como podemos ver, ao findar um ano, são muitos os sentimentos que povoam o nosso coração e a nossa mente. São muitas as lições que aprendemos. Espero, sinceramente, que essas lições ajudem-nos a viver mais intensamente o ano que se inicia, sendo sempre bons cidadãos e fiéis cristãos, enfim, seres humanos dignos e respeitados.

Bem-vindo 2010! Que vocês, caros leitores, tenham a paz tão desejada! Votos de Feliz ano novo.