É tempo de preparar “Belém”.
É tempo de sonhar e viver clima de “Belém”.
Ao preparar “Belém”, penso na necessidade de mudar os conceitos e abandonar os preconceitos; na necessidade de criar uma consciência de pequenez e humildade, de abertura da mente e, ao mesmo tempo, de criar uma atitude de disponibilidade para acolher o incompreensível e o inusitado, o mistério.
Ao preparar “Belém”, imagino um coração dócil, aberto ao amor, à verdade, livre do ódio, do egoísmo e cheio de solidariedade e de confiança.
Ao preparar “Belém”, entendo a retomada e a reafirmação dos valores fundamentais da vida: a justiça, o respeito, a paz...
Ao preparar “Belém”, penso em trocar as vestes do comodismo pelas vestes da generosidade; trocar as vestes do isolamento pelas da comunhão fraterna; as da tristeza, pelas da alegria.
Ao preparar “Belém”, quero pensar nos presentes, aqueles que as lojas não oferecem, isto é, os presentes que podemos encontrar dentro de nós, como a disposição de acolher os outros, de amar, de perdoar.
Ao preparar “Belém”, quero ensaiar os hinos de alegria, de júbilo, associando-me a todos aqueles que buscam a verdade, que querem a justiça e que promovem a paz para cantá-los cheios de entusiasmo.
Ao preparar “Belém”, penso na festa que transcende as iguarias das mesas e oferecem as da ternura e da bondade.
Ao preparar “Belém”, penso no preparo dos convites para todos os amigos, para que estejamos juntos na mesma festa, na festa da vida e do amor.
Ao preparar “Belém”, penso em uma criança que necessita de berço, de manjedoura, e desejo que cada um de nós que cada pessoa, que cada família seja esse berço; enfim que o mundo seja o grande berço para acalentar essa criança.
Ao preparar “Belém”, penso nas palavras que desejo proferir para receber essa criança tão esperada, e, com certeza, elas serão palavras de gratidão, de carinho, de ternura.
Enfim, ao preparar “Belém”, encho-me de alegria, porque acredito que cada um de nós possa ser a própria “Belém” .